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Outro dia eu vi uns cabelos lindos passando pela rua ... UAU ! Não tinham tinta e nem cachos mas tinham umas ondas ... uns maremotos quase azuis de tão pretos. Vinham por cima duma moça que ... UFA ! Maçãs maduras, amoras nos lábios e os olhos azuis ... como os cabelos. Um narizinho bonito, perfeitinho como o meu. Magrinha, quase esquálida e uns peitinhos ousados ... dois perfeitinhos acompanhando o passo. Tudo muito simples, sem franjas, poucos bolsos, sem salto ... EBA ! Ela vinha pela calçada da Rua Mauá, a Torre do Relógio atrás ... eu ia, pela calçada da Rua Mauá ... nem vi que horas eram. Muito perto ela quase sorriu ... e passou Era tanta luz nas ondas dos cabelos pretos e era tanto brilho no negrume dos olhos que achei mesmo que ela tivesse sorrido pra mim e ... ceguei. Cruzou e foi ... lá pra Duque de Caxias. Chamei de Ônix. Cruzei e fui ... pra Torre do Relógio. Me chamei de Fênix. Que há muito tempo não tinha taquicardias ... UAU !
Escrito por Rui Minharro às 21h59
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Levantei bem cedo, antes até de ouvir os sinos do colégio das freiras, meti aquela calça azul surrada, calcei os tênis de todos os dias e tomamos o passeio, eu e a Sabah, num passo manso, sem direção. Caminhamos e metemos a fuça em todos os cantos aqui nos arredores do palacete, o ponto do ônibus, a Banca de Jornais, o muro atrás do colégio e finalmente a padaria antes de voltarmos pela Chácara do Carvalho onde um sujeito sempre deixa o portão do jardim aberto pra Sabah entrar e dar umas corridinhas felizes, mais duas quadras e passamos por dentro do posto de gasolina pra cortar o caminho só por cortar ... sem pressa. Voltamos ao lar do Arquiduque de Barra Funda. Liguei o grill pra esquentar um sanduíche de queijo, tirei o abacate batido com leite da geladeira e montei um serviço americano para o desjejum. A Sabah só bebeu água e deitou bem no meio da cozinha pra me observar. Abri o jornal e corri um olho pelas manchetes, o outro deixei cuidando da Sabah que agora estava observando o meu sanduíche de queijo ... quase pronto. Comi, bebi, li a última patacoada do Lula (todo dia tem uma nova) e fui fazer, lentamente, a minha toalete. Como eu tinha carregado o jornal comigo perdi mais tempo que o habitual e li as tirinhas, o editorial e algumas outras bobagens de jornal. Tomei banho e fiz a barba como se fosse casar e escovei cirurgicamente os 32 dentes. Cuequinha e meias brancas, o tênis de todos os dias, caça jeans e qualquer camiseta sem desenho. Peguei a correspondência eletrônica, liguei a máquina de café, telefonei pra Ruth, tomei um café e chorei baixinho por uns dez minutos sem parar mas, com vontade de chorar bem alto. Matutei sobre outra bobagem qualquer que também já não me lembro mais e ... tive um dia parecido com quase todos os outros dias que raramente se parecem uns com os outros. Preparei um Dry Martini, a Ruth bebeu um golinho, a Sabah ficou olhando, liguei a TV, outra patacoada do Lula, escrevi no Blog e vou deitar. Amanhã já começo a completar os 42 anos.
Escrito por Rui Minharro às 21h40
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Estava pensando nos litros e litros de asneiras que as pessoas vertem no meu ouvido esquerdo, nas toneladas de idiotices que escrevem por aí e, o meu pensamento foi escorregando até cair no Show de Horrores da Tv Globo, esse que eles dizem confinar um punhado de gente estúpida numa casa. Nunca consegui ver um episódio completo. Vez por outra esbarro com uma chamada se estou mudando os canais, corro os olhos por alguma manchete que os jornalecos destacam como importante ou ouço qualquer par de imbecís tecendo comentários imbecís sobre os imbecís. Resolvi chamar aquilo de “Jardim do Lácio” ... Perfeito ! Incultos na bela moldura. Depois cansei de pensar nessa gente que me cansa e, que George Orwell descanse em paz. Estava pensando nos litros e litros de asneiras que as pessoas vertem no meu ouvido esquerdo, nas toneladas de idiotices que escrevem por aí e o meu pensamento foi escorregando até eu lembrar aquela frase de pára-choque (como ficou na nova ortografia ?) de caminhão : “Vida Longa aos meus inimigos para que aplaudam de pé a minha vitória” Coisa horrível, frase típica de cristão que adora sofrer ! Já é tão difícil fazer as coisas sem ninguém pra atrapalhar e ainda querem me convencer que é bacana ter um filho-da-puta aplaudindo no final ... quem me garante que o inimigo vai aplaudir ? Se é inimigo vai acabar vaiando. Eu quero por perto só os amigos, que nem são muitos, não tem essa de exibicionismos vingativos ... to fora ! Reescrevendo: Vida breve aos meus inimigos para que os amigos aplaudam as minhas vitórias. WWW.NOITENOIR.COM.BR
Escrito por Rui Minharro às 22h08
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Está no Ar o site do Noite Noir: www.noitenoir.com.br
Escrito por Rui Minharro às 10h45
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Tem sido como beber de um veneno que ressuscita esses malditos estudos sobre o Nietzsche às segundas-feiras. Fico meio aéreo, meditabundo, com as pupilas inquietas, fico balbuciando quaisquer coisas pro chão ... não sei ... não sei. Ando feliz e sem sorrisos de escarafunchar as vísceras do velho Bigode e a minha pobre cabecinha só pensa agora em coisas absolutamente desimportantes como Vontade de Potência, ética, criatividades, virtudes e singularidades. OK, o norte agora está mais a oeste ou um tanto mais pro sul, não é relevante. Os estudos vão até a final do inverno e o desconfortável apartamento no 26º andar do edifício Copan vai continuar me deixando assim confuso, assim ... satisfeito ... assim-assado. Mas confesso que sinto saudades imensas de segurar uma Cecília Meireles na minha cadeira de leituras. O alemão bigodudo pesa um bocado ... !
Escrito por Rui Minharro às 00h03
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Muito bem, é Carnaval ! A classe média burocrática está na praia se convencendo que é divertido a valer levar vida de paulistano ao nível do mar. Outro povo, classe média, média mesmo, juntou os trocados e foi pros sambódromos assistir o mesmo filme sete vezes seguidas sentado no cimento e acreditando que aquilo sim é diversão. Nos mesmos sambódromos está também a classe média inculta e bela, que se amontoa nos camarotes tentando acompanhar a evolução dos Mestre-Repórter e dos Porta-Câmera pra ver se aparece em qualquer folhetim ou se descola uns dois segundos na televisão nem que seja só passando atrás de um entrevistado sem nada a declarar. O desfile mesmo ninguém vê do camarote, não interessa. Estivemos gravando no Camarote da Brahma e é assim mesmo que é ... mulata ali só limpando as porcarias que as “beldades” jogam no chão ou no palco dos showzinhos entre uma escola e outra. Eu até gosto de carnaval, acho bonito e tudo, só lamento que nunca mais tenham feito sambas ... são todos iguaiszinhos desde 1991. A impressão que me dá é que a Liga das Escolas determinou as 10 palavras que as agremiações devem repetir exaustivamente nos seus sambas. A criatividade fica por conta da ordem em que elas usam as palavras Céu, Mar, Amor, Coração Alegria, Avenida ... esqueci as outras quatro ... mas são muito parecidas com as que os repórteres da TV Globo usam para todas as entrevistas que eles fazem com gente tão brilhante como eles: Qual a emoção de ...? O que você espera do desfile ... ? Você está animado(a) ... ? To pagando milzinho por um samba que me faça cantar e cenzinho pra quem responder as incríveis perguntas Globais com : - Não sinto nada. - Espero que seja muito ruim. - Não, estou deprimido. Onde andará Paulinho da Viola ... ?
Escrito por Rui Minharro às 22h22
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Como é difícil escrever uma porcaria dum livro !
Por alguns instantes eu até achei que podia ser divertido e, de certo modo, fácil. Mandei 20 páginas de uma só cacetada, depois cheguei nas trinta e achei que estava bonzinho ... pura preguiça ou um certo medo, sei lá, achei que dava.
O editor quase riu mas passou a mão na minha cabecinha, explicou que nem chamam de livro um troço com trinta páginas.
- No mínimo 70 em caixa 10, ok ?
- Ta.
Larguei mão do livro, toquei outras coisas que também dão bastante trabalho mas me são menos difíceis.
E correu o ano e eu nem dei conta de tudo o que eu tinha pra cuidar nem terminei a porcaria do livro ... e o editor cobrando ...
Quero fazer um agradecimento público e de todo o meu coração a classe-média.
Ah a classe-média !
Padecem o ano todo na São Paulo com seu zilhão de carros se afogando em fumaça, em filas, em faltas de toda sorte. Reclamam tostões, reclamam tempo e paz. 360 dias do ano.
Ah a classe-média !
Atiram-se todo ano em zilhões de carros serra abaixo. Fazem filas, passam privações, filas e torram os tostões por uma nesga de areia sem Sol.
Ah a classe-média !
Multidões sacrificando-se, muitas vezes sem água nem para o asseio, enfrentando dificuldades urbanas comparáveis ao rush de Singapura só para me darem uns dias de paz ...Obrigado.
Por aqui tudo livre, podia-se até passear de automóvel. Fiz compras, caminhei, ouvi o silêncio da São Paulo ... Lindo !
Cinco dias no paraíso renderam-me a revisão de 15 páginas, muitos cortes, alguns enxertos, umas edições e ... 38 páginas, parece que agora sai.
Justo agora que eles estão voltando !
Como é difícil escrever uma porcaria dum livro !
Escrito por Rui Minharro às 17h16
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Faxina aqui no escritório.
Que eu fui comprar dois kilins pra render os meus rotos e cansados chinesinhos de tanto anos.
Espanador, flanela com álcool, aspirador, pano-de-chão, rodo, querosene e etc.
OK, ficou tudo reluzente em três horinhas, parecia um cômodo da realeza sueca nos tempos da Rainha Cristina Alexandra ... coisa fina mesmo, digno de um cenário para Greta Garbo ...
Deitei os novatos nas tábuas e encaixaram como namorados no assoalho ... Lindo.
Tudo limpo, cheiro bom e tudo no caos, imaculado caos da papelada empilhada, dezenas de fitas sem etiqueta, lembretes coloridos pelas paredes branquinhas, CDs e livros dispostos sem o menor sentindo que não o do manuseio .
Tem a Banda Eva em cima do Strauss, Saludos Amigos antes do Grease e a Maysa logo depois do Goyeneche.
Uma sequência literária de enlouquecer qualquer Acadêmico :
Cervantes / Buñuel / Ruy Castro / De Masi / Fagundes Varela / James Joyce
Assim seguidinhos ... nada a ver!
Depois tem um livro sobre cervejas e um compêndio do Camões !
Mas ta tudo muito limpinho, não ficou um ácaro pra contar história do Jorge Amado que ta grudadinho num livro do R.L. Wolke.
Tapetes novos, literatura fora da Ordem, Jam Session, compromissos, papéis e ...
Tudo brilhando e bem bonito !
Escrito por Rui Minharro às 10h01
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Tudo como antes ... gosto disso.
As páginas continuam verdinhas, as letras nos mesmos lugares, tudo como eu deixei ... gosto muito disso.
Só eu, talvez, tenha mudado um tiquinho, afinal toda gente muda e nem sempre pelas veredas do Bem ou do Mal.
Tive a sorte de livrar-me dum maldito fantasma que havia anos arrastava correntes pelos meus pensamentos, tive o azar de trabalhar com gente leviana sem comprometimento e ... me enveredando por aqui e por ali, sem bem nem mal despedi-me da assombração, cortei vínculos com safados e terminei meu ano com bem menos dinheiro do que comecei mas, continuo confortavelmente instalado sob os arcos do Real Palacete donde posso ouvir o trem passar.
Que venha 2009, que venha o meu bem e que passe o trem.
Voltamos !
Escrito por Rui Minharro às 19h18
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É, eu não sou exatamente um sujeito que cumpre com rigor as leis vigentes por esses lados do Atlântico.
Se a famigerada P.F. resolver gastar o seu preciosíssimo tempo, efetivo, combustível e toda a estrutura de mídia pra devassar o palacete de Barra Funda eu certamente vou mofar alguns anos numa cela fétida por conta duns joguinhos piratas e um software ou outro que eu tenho por aqui.
Eu não penso como a propaganda Oficial que diz que a “pirataria” tira empregos ... se não fazem na indústria regulamentada, fazem no fundo do quintal.
O número de empregos gerados é até maior, a distribuição do dinheiro mais equânime e se der defeito o “carinha” troca o produto na hora sem fazer qualquer pergunta que nãos seja :
- E aê brother, firmeza ?
Maaaas ... o pobrezinho do governo não leva os seus 40% de impostos que ele usaria na corrupção de esgotos, hospitais, viagens, recepções, apartamentos de luxo, fazendas. Ops, eu disse corrupções ?
Vou contar mais uns anos de mofo.
Agora o barbum, digo, o bebum, digo, o barbudo bebum que bebe como Churchill mas não sabe quem foi o Churchill, “fizeram” uma lei à imagem e semelhança do katar onde, sonhar com um cálice de vinho do porto dá perpétua sem direito a advogado.
Ironias ... hic !
- O meu presidente é pra viajem, só de ida, vou tomar em casa mas sem Marisa, por favor.
Aliás, cancela o Presidente, vou levar o Dreher.
Prefiro regras a leis ... falam mais de ética.
Prefiro homens a políticos ... falam mais de mim
Fora Luís da Silva e suas hipocrisias !
Escrito por Rui Minharro às 22h36
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Nada, nadinha contra as sapatinhas, sapatas e sapatões, dou-lhes até muita razão mas os pés tem que ser pequenininhos.
E não é que eu seja podólatra mas a comparar com o meu tamanho é bom que a base seja “P”.
Canelas finas são quase um ideal.
Não ligo pras coxas mas sei entender pernas bem torneadas
A bucetinha na se vê a olho nú ... só nua.
A bundinha também não é das minhas predileções mas que, por favor, não se me apresentem retas ou concavidades glúteas.
Bastam as minhas !
Qualquer curvinha já diverte.
Quadris :
Disso não há de haver predileção ... vão todos agigantar-se ano a ano. Os quadris são o que vão ser.
Barriga NÃO.
Deixem que os rapazes cuidem disso assim como vocês cuidam dos quadris ... combinado ?
Peitos :
inhos ... ões ... qualquer tamanho !
PEITOS são sempre fantásticos ... UAU !!!
Gosto de pescoços logos.
Mulheres de voz grossa têm um charme incrível
Prefiro as morenas mas já me casei com duas belíssimas louras ... (Uma de cada vez)
O resto é ajuste fino.
Ah ! ... Tem que ter os olhos claros por mais negros que os olhos sejam.
Escrito por Rui Minharro às 21h44
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Há pessoas que tem um trabalho.
Há pessoas que SÃO o seu trabalho ...
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Há pessoas que nem trabalham ... mas não faz mal.
Também há pessoas que dão um trabalho danado mas deixa elas pra lá ...
O que tem me chateado nos últimos vinte anos não é trabalhar muito nem trabalhar pouco. Trabalhar não me chateia, eu sou do tipo que , apesar do mau-humor encontro um prazer danado em fazer coisas.
“Assim é se lhe parece” ... (Pirandello)
E fica essa gentinha toda de dentro dos seus empreguinhos infelizes pensando que o tio Rui só se diverte.
E o tio Rui só se diverte ... OK
Às vezes aborrecido com e gentinha que tem empreguinhos mas me divirto com elas também ... tadinhas.
As pessoas não suportam me ver bebendo cerveja, dando risada, beijando na boca, jogando truco e comendo churrasco de calça jeans e camiseta branca ... se bem que não tenho beijado muita boca não mas ... acham que eu beijo.
E EU sou o meu bendito trabalho há bons e maus 20 anos ... e ... nem sempre é tão divertido mas ... Quem se importa ?
“Assim é se lhe parece” ... eis-me um fanfarrão !
Boa noite ... que amanhã eu acordo as 07:00 pra me divertir.
Escrito por Rui Minharro às 07h11
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Matriculei-me na Yoga, achei que seria bom pra diminuir essa minha ansiedade que atropela os vocábulos, engole sílabas e desacata a dicção.
Seria legal dar um tapa na fala pra apresentar o programa ao vivo que, parece, vai mesmo sair da prancheta.
Eu pensava que fosse voltar levitando, com um sorriso de monge, paz no coração e toda essa baboseira que eles fazem a gente acreditar.
Entendi agora porque não cobram a primeira aula !
Aliás, eu acho que eles tinham a obrigação de me pagar uma massagista, férias em Porto Fino ou pelo menos bom um drink.
Só não vou entrar com uma Ação porque do jeito que estão os meus braços eu não teria forças pra assinar a papelada toda.
Talvez daqui a alguns dias eu esteja recuperado e contrate uma Escort Girl pra dar um jeito na minha fala rápida. Por hora contratei uma secretária gorda, sem peitos, sem bunda, peluda e mal-humorada pra me dar banho, comida na boca, virar as páginas do livro e digitar esse blog que eu estou ditando para a Srta. Frida.
Estou pensando no Sumô, Boxe Tailandês, Halterofilismo ... talvez trabalho na estiva, mergulho-livre em águas profundas, trapézio sem rede ...sei lá !
Alguma dica ... ?
Escrito por Rui Minharro às 22h13
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Ta legal, eu aceito o argumento mas ... não me altere o samba tanto assim !
Isso da minha “solteirice“ é falta de opção mesmo, acostumei comigo, sou feliz com os meus horários de senhorzinho, gosto dos meus hábitos e me regozijo com algumas manias que causariam ira na maioria das moçoilas de por aí.
Mais ou menos eu até sei quem são as pessoas com quem convivo mas a intimidade não avança além de dividir o mesmo copo ou compartilhar uma idéia ... um pensamento.
Empresto meu corpo, às vezes, pra uma garota que se me disponha e brincamos de fuder, de beber e de conversar mas isso não tem nada a ver com a famigerada intimidade.
Algumas vezes eu encontro meninas por aí com quem troco palavras molhadas e que até me deixam com vontade de intimidades mas no final sempre tem aquela indefectível frase maldita : - A gente se vê ... “
Mas que mania ... !
Não podíamos nos ver ?
Não dava pra tirar os olhos do próprio umbigo, do cabelo, da carteira ... não dava pra um olhar o outro não ?
Então “a gente se vê” ...
Algumas, mesmo passando ao largo do evangelho ainda dizem pra ficar com Deus, o que naturalmente a exclui da minha companhia ...
E ficamos eu e meu Deus ... me vendo ...
E tem as piores, que aniquilam qualquer jantar romântico ou boa prosa de botequim quando se despedem com o nauseante :
“Se cuida”
Fosse eu um maldito motoboy (redundância) matava a moça ali mesmo, a cuspes.
E ficamos eu e meu Deus ... me vendo ... mas com todo o cuidado.
Vai que me aparece outra dessas porcarias.
“Olha que a rapaziada está sentindo a falta de um cavaco, de um pandeiro e de um tamborim ...”
Escrito por Rui Minharro às 21h49
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Eu gosto do Mozart, mesmo as obras sacras dele são bacanas, o cara era fera mesmo !
Certamente foi um sujeito simples apesar de ter sido protegidinho do Imperador e de ter tocado em Versailles.
Não sei se o Theo (como deviam lhe chamar os amigos) gostava de uma birita mas eu tenho absoluta certeza de que ele se ele visse hoje essas garrafas onde metem os wiskies e algumas outras bebidas ia ficar puto da vida.
Eu estava outro dia, aqui no palacete, me servindo de uma sumária dose de cachaça e me encantei com as golfadas que o gargalo aberto da garrafa dava no meu copo de pinga ... lembrei dos filmes Western da minha mocidade, tão legal aquilo ...
Aí inventaram esse dispositivo pra meter na boca das garrafas que não deixa a música tocar, não deixa a bebida cair livre no copo da gente ... certamente coisa de algum barman americano afogado no capitalismo dos anos 70 com medo de perder cents com a sua deselegância em servir as doses.
Realmente não consigo entender essa coisa barroca na boca dos clássicos.
Parece que a gente está implorando por umas notas ... por uns tragos ... tem que ficar chacoalhando a garrafa pra arrancar umas gotas ... triste.
Quando eu tinha o meu bar, perdia tardes tirando essa bosta dos gargalos das garrafas só pra ver os clientes hipnotizados olhando as ondas batendo no vidro dos copos ... era bonito !
Isso de aprisionar melodias é pros que não sabem servir.
“Quando os anjos tocam para Deus, tocam Bach; mas, quando tocam por prazer ... tocam Mozart”
Escrito por Rui Minharro às 22h29
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