O que faz que do meu peito assim, blasfemo,
é ter para escrever todo um poema e não ter um vintém para uma vela.
Falávamos ontem eu e o Senhor Aníbal, na porta do botequim ...
Os talentos, as forças, necessidades e ... sonhos.
E nem falamos dos planos de tiro-longo, foi só aquilo mesmo de virar o pescoço e olhar o mundo de dentro dele, sentados na calçada , comendo croquetes e bebendo cerveja.
Gosto do Aníbal ... !
Nesse mundão onde é mais importante Ter que Ser e onde ficou absolutamente fora de moda cuidar as pessoas o querido Aníbal é um regalo do meu destino.
Ninguém mais pensa no passarinho, na árvore, pensa na Ecologia.
Ninguém mais pensa em dar uma força pro negrão do 136 e não se pode mais dizer que o filho do Seo Oswaldo é uma bichinha ... hummm !
Agora é tudo politicamente correto e o mundo está ficando absolutamente sem graça. Se você atirar um papel de bala pelo vidro do carro aquela sua amiguinha “preocupada” como o Aquecimento Global vai lhe virar a cara mas eu garanto que ela não está nem aí pra crise energética se tiver que fazer uma chapinha nos cabelos.
É uma crise de identidades de fazer dó ... ninguém mais sabe o que é que está certo mas parte-se do princípio absoluto que se você fizer o que a televisão manda você está no caminho certo e o Mundo será salvo por alguém.
Não por você porque você não pode fazer nadinha contra as Queimadas da Amazônia .... não é ?!?!?!
Alea jacta est
Escrito por Rui Minharro às 17h20
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